CASES participa em workshop em Paris sobre financiamento da Economia Social
No âmbito do Instrumento de Assistência Técnica (IAT) da Comissão Europeia, a CASES e a DGSSS de Portugal, conjuntamente com beneficiários da Croácia, França, Grécia e Valónia (Bélgica) fazem parte do projeto “Apoiar o desenvolvimento da economia social como motor de crescimento”, implementado pela OCDE, e que tem como objetivo final o desenvolvimento de estratégias nacionais ou regionais para a Economia Social.
Nos passados dias 1 e 2 de julho decorreu, em Paris, o workshop Boas Práticas de Financiamento da Economia Social, organizado pela OCDE com o apoio do Ministério da Economia, Finanças e Soberania Industrial, Energética e Digital.
O encontro teve como principal objetivo partilhar boas práticas entre os países participantes no que concerne o financiamento da economia social, sendo de destacar, no primeiro dia, para além do panorama geral do financiamento em cada país, apresentado pelos beneficiários do projeto, a participação de financiadores de alguns países, como o Banco da Croácia para a Reconstrução e Desenvolvimento, o Banco de Desenvolvimento de Malta e o Banco de Desenvolvimento Helénico. Houve também oportunidade de conhecer boa práticas, como a Belleville, uma empresa solidária de utilidade social (ESUS), ou a Avise, fundada em 2002 como uma organização de interesse público e que atua como o centro de competência francês para a inovação social no contexto europeu. As suas atividades incluem a disponibilização de ferramentas e orientações a todas as partes interessadas da Economia social e solidária, por meio do site avise.org, e o financiamento de projetos nacionais de ESS por meio do Fundo Social Europeu Mais (FSE+), entre outras.
No segundo dia, foi dado destaque aos instrumentos financeiros, incluindo os mais inovadores. Foram apresentados o Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa; a France Active, pioneira no campo das finanças solidárias que apoia e financia a economia social há mais de 30 anos e que em 2025 captou mais de 491 milhões de euros para 37.458 empreendedores e entidades da economia social; a Crédal, cooperativa belga de finanças éticas; ou italiana Cooperazione Finanza Impresa, participada por e sob a supervisão do Ministério das Empresas e do “Made in Italy”, visa promover a criação e o desenvolvimento de cooperativas de produção de propriedade dos trabalhadores e de cooperativas sociais.
Em termos genéricos destaca-se o papel essencial das entidades públicas e dos instrumentos europeus no apoio ao financiamento da economia social, mas também a cada vez maior variedade e complexidade de soluções de financiamento existentes; a evolução de alguns produtos financeiros, mas que precisam ainda de ajustamento às especificidades da economia social; o papel essencial dos intermediários; a necessidade crítica de apoio técnico às entidades de economia social para construírem soluções de financiamento à sua medida; e o desafio da escalabilidade na economia social.
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Cooperatives Europe celebra Dia Internacional das Cooperativas 2026: “Cooperativas por um Mundo Pacífico”
No Dia Internacional das Cooperativas de 2026, celebrado a 4 de julho sob o tema “Cooperativas por um Mundo em Paz”, o movimento cooperativo europeu e mundial destacou o contributo das cooperativas para a construção de sociedades mais justas, inclusivas e resilientes.
O presidente da Cooperatives Europe, Giuseppe Guerini, afirmou que as cooperativas representam uma alternativa ao conflito, promovendo o desenvolvimento, a equidade, a democracia e a partilha de recursos em vez da competição destrutiva. Defendeu ainda que onde existem mais cooperativas há mais democracia e paz. Também o presidente da Aliança Cooperativa Internacional, Ariel Guarco, sublinhou que as cooperativas são “escolas de paz”, por incentivarem o diálogo, a solidariedade e a participação democrática.
A Cooperatives Europe destacou ainda o exemplo da cooperativa ucraniana Molochna Rika, que, apesar da guerra, continua a apoiar os produtores locais através da cooperação. A organização apelou aos seus membros para celebrarem o Dia das Cooperativas e divulgarem iniciativas que promovam os valores cooperativos nas comunidades locais.
Para mais informação consultar: https://coopseurope.coop/news_article/happy-international-day-of-cooperatives-2026-cooperatives-for-a-peaceful-world/
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Comissão Europeia e OCDE reforçam aposta na Economia Social para responder à crise da habitação
A Comissão Europeia e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico estão a desenvolver um relatório sobre o contributo da Economia Social para a promoção de habitação acessível e inclusiva, práticas inovadoras de construção e reabilitação e desenvolvimento comunitário em toda a Europa.
A iniciativa dá continuidade ao estudo Social Economy in Europe: Contributing to Competitiveness and Prosperity e pretende identificar boas práticas e reforçar o papel das cooperativas, associações, mutualidades e outras entidades da Economia Social na resposta à atual crise da habitação.
O relatório destaca que estas organizações oferecem soluções habitacionais sustentáveis e acessíveis, promovem edifícios energeticamente eficientes e modelos de economia circular, além de disponibilizarem serviços de apoio, como aconselhamento jurídico, educação financeira e iniciativas de integração comunitária, através de modelos de gestão participativa.
No âmbito deste trabalho, a Comissão Europeia e a OCDE apelam às organizações da Economia Social para participarem num inquérito europeu e, no caso das associações nacionais representativas do setor da habitação, interessados em participar em grupos de discussão destinados a recolher experiências e recomendações para futuras políticas públicas podem preencher o seguinte formulário.
Paralelamente, a Comissão Europeia lançou novos concursos de financiamento dirigidos à Economia Social, destinados a apoiar intermediários de financiamento social, projetos de turismo sustentável e programas de incubação e financiamento para novos empreendedores, reforçando o compromisso europeu com um modelo económico mais inclusivo, sustentável e centrado nas pessoas.
Para mais informação consultar: The social economy in housing: Social Economy in Europe | OECD
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Comissão Europeia lança três concursos para reforçar a Economia Social na União Europeia
A Comissão Europeia lançou três novos concursos de financiamento destinados a impulsionar a Economia Social, no âmbito do Fundo Social Europeu Mais e de um projeto-piloto europeu. As iniciativas visam reforçar o financiamento das entidades e empresas sociais, promover o turismo sustentável e incentivar o empreendedorismo inclusivo.
O primeiro concurso, com uma dotação de 4,7 milhões de euros, apoia intermediários financeiros que realizem investimentos de risco de longo prazo em empresas sociais, cobrindo parte dos custos associados às operações e facilitando o acesso destas organizações ao financiamento.
O segundo, Smart Social Economy Model in Tourism, dispõe de 1,5 milhões de euros para apoiar parcerias transnacionais que desenvolvam modelos de turismo sustentável assentes nos princípios da economia social, valorizando trilhos de longa distância, comunidades locais e o desenvolvimento dos territórios rurais.
O terceiro concurso, também com 1,5 milhões de euros, pretende fomentar o empreendedorismo inclusivo, apoiando incubadoras e mecanismos de financiamento dirigidos a grupos sub-representados, promovendo a inovação, a criação de emprego e a cooperação entre entidades da economia social, investidores e ecossistemas de empreendedorismo.
As candidaturas decorrem até ao final de agosto e setembro de 2026, consoante o concurso. Estas iniciativas reforçam o compromisso da União Europeia com uma economia mais inclusiva, sustentável e socialmente inovadora.
Para mais informações consultar os seguintes links:
- “Transactions Cost Support for social finance intermediaries” (ESF-2026-AG-TCS).
- Smart Social Economy Model in Tourism: Long Distance Trails (PPA-2026-social-economy-tourism)
- Inclusive Incubation and Finance for More Entrepreneurs (ESF-2026-SE-INCUBATION)
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Assembleia Geral da ICA: Delegados aprovam alterações aos estatutos e preparam-se para o Panamá
A Assembleia Geral de 2026 da Aliança Cooperativa Internacional (ICA) realizou-se online a 18 de junho, reunindo 156 membros de 40 países. Os delegados aprovaram as atas da reunião anterior e várias alterações aos Estatutos e Regulamento Interno da organização, incluindo a eliminação de disposições relativas à regulamentação dos votos e a correção de erros identificados nos textos oficiais.
As contas de 2025 revelaram receitas de 5,4 milhões de euros, incluindo 2,9 milhões em quotas de membros, e um resultado líquido positivo de cerca de 370 mil euros, confirmando a melhoria da situação financeira da ICA. Foram também nomeados quatro novos membros do Conselho de Administração e aprovado o orçamento para 2026. A Assembleia preparou ainda as eleições para a presidência e para o Conselho Global, que terão lugar em setembro de 2026, durante a Conferência Global da ICA, no Panamá.
Para mais informação consultar: https://ica.coop/en/newsroom/news/ica-general-assembly-delegates-approve-rule-changes-and-prepare-panama
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O Intergrupo da Economia Social reúne líderes da UE para apelar a um maior reconhecimento da economia social no próximo orçamento da UE
A Social Economy Europe e o Intergrupo do Parlamento Europeu para a Economia Social e Serviços de Interesse Geral promoveram, a 30 de junho, um debate de alto nível sobre o próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP) da União Europeia. O encontro reuniu responsáveis políticos europeus, representantes da Comissão Europeia, eurodeputados e organizações da economia social para defender um maior reconhecimento deste setor no futuro orçamento da UE.
Os participantes destacaram que o debate sobre o QFP não se limita à distribuição de recursos financeiros, mas define também os valores e o modelo de desenvolvimento da Europa. Foi sublinhado que a economia social contribui para a competitividade, a coesão territorial, a inclusão social e a resiliência económica, devendo assumir um papel estratégico nas políticas europeias.
Entre as principais propostas apresentadas estão a preservação de um Fundo Social Europeu forte e autónomo, o reconhecimento explícito da economia social nos principais instrumentos financeiros europeus e a criação de uma linha específica do InvestEU para investimento social e desenvolvimento de competências.
Os intervenientes manifestaram igualmente preocupação com a proposta de simplificação do orçamento europeu, alertando que uma maior centralização poderá reduzir a visibilidade das prioridades sociais, enfraquecer a participação das autoridades regionais e locais e comprometer a eficácia das políticas de coesão. Foi ainda defendido que a competitividade europeia deve caminhar lado a lado com a justiça social, a democracia e a coesão territorial.
O evento terminou com um apelo ao reforço da cooperação entre instituições europeias, Estados-Membros e organizações da economia social, de forma a garantir que o próximo orçamento da União apoie um modelo económico mais inclusivo, sustentável e centrado nas pessoas.
Para mais informação consultar: https://www.socialeconomy.eu.org/2026/07/03/the-mff-and-social-economy/
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Lançamento do Grupo de Amigos da Economia Social e Solidária reúne governos e organizações internacionais
Realizou-se em 11 de junho, na sede da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, a reunião de lançamento do Grupo de Amigos da Economia Social e Solidária (ESS), copresidido pelo Brasil, Colômbia e Espanha. A iniciativa reuniu cerca de 30 representantes de governos interessados que partilharam experiências e prioridades para reforçar a cooperação internacional neste domínio. Portugal não integrou este grupo de países participantes.
Representantes de entidades das Nações Unidas, organizações da Economia Social e Solidária e outros parceiros destacaram o potencial de colaboração em áreas como políticas públicas, investigação, sensibilização e implementação. O presidente da Social Economy Europe, Juan Antonio Pedreño, sublinhou que a criação deste grupo representa um marco importante no crescente reconhecimento internacional da economia social.
Os participantes salientaram ainda o contributo da ESS para o trabalho digno, o desenvolvimento sustentável, a justiça social e a promoção de uma economia centrada nos direitos humanos. Após a sessão inaugural, os governos interessados reuniram-se para discutir os próximos passos, incluindo a definição dos termos de referência e a preparação de uma declaração conjunta.
Para mais informação consultar: https://www.socialeconomy.eu.org/2026/06/16/group-of-friends-on-the-social-and-solidarity-economy/
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Por que razão «Fabricado na Europa» deve significar «Propriedade da Europa»
As organizações europeias da economia social defendem que o conceito “Made in Europe” deve ir além da localização da produção e incluir também o princípio “Owned by Europe”, garantindo que a riqueza gerada permanece nas comunidades europeias. Para esse efeito, a CECOP, a Cooperatives Europe, a REScoop.eu e a Euro Coop publicaram um documento conjunto sobre o papel das cooperativas na autonomia estratégica da União Europeia.
Segundo o documento, as cooperativas, por serem propriedade coletiva dos seus membros e geridas democraticamente, asseguram que o valor económico permanece nos territórios onde é criado, promovendo a inclusão social, a criação de emprego de qualidade, a inovação centrada nas pessoas, a sustentabilidade ambiental e cadeias de abastecimento mais resilientes.
As organizações apresentam cinco recomendações principais: reconhecer explicitamente as cooperativas no conceito “Made in EU”; rever as regras de contratação pública para favorecer entidades que mantêm valor na União; criar uma abordagem baseada no princípio “Owned by EU”; alinhar os conceitos “Made in EU”, “Designed in EU” e “Owned in Europe”; e reduzir os encargos administrativos das PME e cooperativas.
A proposta surge num momento decisivo, antes da revisão das regras europeias de contratação pública.
Para mais informação consultar: https://coopseurope.coop/news_article/why-made-in-europe-must-mean-owned-by-europe/
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Youth Voices, Cooperative Choices: O Futuro do Empreendedorismo Jovem em Budapeste
Entre 29 de junho e 1 de julho, Budapeste foi o palco do evento regional de juventude “Youth Voices, Cooperative Choices”. Organizado pela Cooperatives Europe no âmbito do programa #coops4dev, o encontro reuniu jovens e especialistas para debater o papel crucial das cooperativas no empreendedorismo jovem.
No decurso dos vários painéis, destacou-se o enorme potencial das cooperativas como motor de inclusão para os mais novos, especialmente nas zonas rurais, e a urgência de renovar a imagem deste modelo de negócio para atrair as novas gerações. Os participantes sublinharam também o papel da Garantia para a Juventude da União Europeia no apoio ao ecossistema cooperativo, apontando caminhos essenciais: partilhar mais conhecimento sobre o modelo, criar quadros legais favoráveis e promover parcerias fortes.
Através de oficinas práticas, painéis de políticas públicas e jogos empresariais, os jovens desenvolveram competências de comunicação, liderança e empreendedorismo. Deste evento resultou um conjunto de recomendações concretas para fortalecer a voz e a participação jovem no movimento cooperativo europeu.
O grupo, de mais de 45 jovens europeus, teve ainda a oportunidade de visitar cooperativas locais, vendo de perto o impacto real e positivo que os jovens já estão a deixar na comunidade.
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Presidente da ACI destaca o papel das cooperativas na construção da paz no Dia Internacional das Cooperativas de 2026
Na sua mensagem para o Dia Internacional das Cooperativas de 2026, celebrado a 4 de julho e dedicado ao tema da paz, o presidente da Aliança Cooperativa Internacional, Ariel Guarco, alerta para o aumento dos conflitos armados, das desigualdades e da pobreza extrema no mundo. Destaca que mais de 50 conflitos de elevada intensidade afetam milhões de pessoas e que a despesa militar continua a crescer, enquanto centenas de milhões de pessoas vivem em condições de extrema pobreza.
Perante um contexto marcado pela digitalização e pela automação, Guarco defende que as cooperativas assumem hoje uma relevância acrescida, por permitirem que as comunidades mantenham o controlo sobre as transformações económicas e tecnológicas, orientando-as para o bem comum.
O dirigente sublinha ainda que as cooperativas são verdadeiras escolas de paz, promovendo o diálogo, a transparência, a solidariedade e a inclusão. Conclui apelando à construção de um futuro assente na justiça social e na cooperação entre as comunidades.
Para mais informação consultar: https://ica.coop/en/newsroom/news/message-2026-international-day-cooperatives-dr-ariel-guarco-ica-president
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Série ODS – Contribuições das cooperativas para o ODS 16 – Paz, Justiça e Instituições Fortes.
As cooperativas desempenham um papel fundamental na promoção do ODS 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes, contribuindo para reforçar a democracia, a confiança e a inclusão social. Um relatório da Aliança Cooperativa Internacional e do COPAC destaca que as cooperativas funcionam como espaços de diálogo e participação democrática, ajudando a prevenir conflitos e a fortalecer as comunidades.
Entre os exemplos apresentados estão a cooperativa ucraniana Molochna Rika, símbolo de resiliência em contexto de guerra, a Cooperativa Agrícola Insieme, na Bósnia e Herzegovina, que promove a reconciliação após o conflito de Srebrenica, e a organização finlandesa FFD, que apoia o desenvolvimento institucional de cooperativas em vários continentes. O estudo conclui que as cooperativas são essenciais para a construção da paz, a recuperação pós-conflito e a inclusão económica, recomendando a sua integração nas políticas públicas de governação, desenvolvimento e promoção dos direitos humanos.
Para mais informação consultar: https://coopseurope.coop/news_article/sdg-series-cooperative-contributions-to-sdg-16-promote-peaceful-and-inclusive-societies/
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O papel global das instituições financeiras cooperativas foi analisado num simpósio da ICBA
Um simpósio internacional realizado em maio na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, analisou o papel das Instituições Financeiras Cooperativas (IFC) no desenvolvimento económico e social. Organizado pela Associação Internacional de Banca Cooperativa (ICBA) e pela Aliança Cooperativa Internacional (ICA), o evento destacou a importância destas instituições, assentes na propriedade democrática e na participação dos membros, na promoção de modelos financeiros orientados para as pessoas, o investimento produtivo e a estabilidade de longo prazo.
Durante o encontro, foram debatidos temas como o acesso ao capital, o impacto social, a governação e a regulação do setor. Os participantes sublinharam que as IFC continuam a ser, especialmente nas zonas rurais, a principal porta de entrada para os serviços financeiros formais.
O simpósio reuniu dirigentes cooperativos, representantes das Nações Unidas e especialistas internacionais, que defenderam a criação de enquadramentos regulatórios adequados, o reforço da cooperação entre instituições e uma maior integração das cooperativas financeiras nas estratégias nacionais de desenvolvimento inclusivo e sustentável.
Para mais informação consultar: https://ica.coop/en/newsroom/news/global-role-cooperative-financial-institutions-explored-icba-symposium
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A CIT aprova o primeiro Tratado sobre o Trabalho Digno na Economia das Plataformas
Em junho de 2026, a 114.ª sessão da Conferência Internacional do Trabalho (CIT) aprovou a primeira Convenção sobre Trabalho Digno na Economia das Plataformas, um marco histórico no direito laboral internacional. A nova norma estabelece um quadro jurídico vinculativo para o trabalho mediado por plataformas digitais, alargando a proteção laboral a centenas de milhões de trabalhadores, incluindo os organizados em cooperativas.
A Convenção reforça os direitos laborais, cria salvaguardas contra suspensões e desativações arbitrárias, estabelece regras para a gestão algorítmica e reafirma os direitos de organização coletiva e diálogo social. Segundo a Aliança Cooperativa Internacional, as cooperativas de plataforma constituem um modelo alternativo, baseado na governação democrática e na participação dos membros, demonstrando que a inovação tecnológica e a proteção dos trabalhadores podem coexistir.
Para mais informação consultar: https://ica.coop/en/newsroom/news/ilc-adopts-first-treaty-decent-work-platform-economy
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Simpósio internacional debate a identidade cooperativa e a dinamização da marca cooperativa
O Centro Internacional para a Gestão Cooperativa da Universidade de St. Mary’s, no Canadá, realizou, entre 19 e 21 de maio de 2026, um simpósio internacional sobre a identidade cooperativa e o fortalecimento da marca cooperativa. O evento, organizado após o Ano Internacional das Cooperativas de 2025, reuniu 429 participantes de 52 países em debates, oficinas e sessões interativas sobre sensibilização pública, políticas, sustentabilidade, comunicação digital e envolvimento dos membros.
A iniciativa, promovida em parceria com a DotCoop e o Northwest Cooperative Development Center, contou com 46 oradores de 11 países. O diretor-geral da Aliança Cooperativa Internacional, Jeroen Douglas, destacou a importância de uma marca cooperativa unificada, defendendo uma abordagem coordenada a nível global. O simpósio procurou aproveitar o impulso gerado em 2025, consolidando aprendizagens e reforçando a visibilidade e o reconhecimento internacional do movimento cooperativo.
Para mais informação e visualização dos vídeos e apresentações, consultar: https://ica.coop/en/newsroom/news/international-symposium-discusses-co-op-identity-and-energising-co-op-brand
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Revista de Diversidade Empresarial e Organizacional: já saiu a nova edição
A mais recente edição do Journal of Entrepreneurial and Organizational Diversity (JEOD), revista científica publicada pelo EURICSE e indexada na Scopus, já está disponível online. A publicação inclui três artigos de investigação, uma carta de conferência e a nova secção “Conversa com os Autores”, que apresenta um diálogo entre Massimiliano Vatiero e Richard N. Langlois sobre o livro The Corporation and the Twentieth Century.
Entre os estudos publicados destacam-se uma análise de David Ellerman sobre os fundos de propriedade dos trabalhadores, uma investigação de Neha Christie e Sidsel Grimstad sobre a relação entre os princípios cooperativos e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com um caso de estudo da Índia, e um trabalho de Elamin Sanjak, Asma E. M. Elzubair e Dafa Alla M. D. Ahmed sobre confiança e compromisso nas associações de produtores de goma-arábica no Sudão. A edição inclui ainda uma reflexão sobre a 57.ª Conferência da Sociedade Britânica de Estudos Cooperativos.
Para mais informação consultar: https://euricse.eu/en/jeod-the-new-issue-is-out/
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