# Estratégia Nacional para a Economia Social

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CASES divulga os resultados da consulta pública para a Estratégia Nacional para a Economia Social

A CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social divulga os resultados da consulta pública realizada no âmbito do projeto internacional «Apoiar o desenvolvimento da Economia Social como motor de crescimento», que visa apoiar, no âmbito da criação de uma Estratégia Nacional para a Economia Social, a definição das prioridades estratégicas, mecanismos de monitorização e avaliação, instrumentos de consulta e um plano de comunicação que reforce o papel da Economia Social no desenvolvimento sustentável e inclusivo em Portugal.

A consulta registou mais de mil acessos à plataforma, tendo recolhido contributos efetivos em cerca de 29% das respostas válidas. A participação foi maioritariamente assegurada por entidades da Economia Social (80%), com destaque para as IPSS ou equiparadas, que representam cerca de 49% dos participantes. A cobertura foi nacional, refletindo as características do setor e permitindo identificar prioridades estruturais amplamente partilhadas.

Os resultados identificam um conjunto de desafios e necessidades interdependentes, com particular incidência na sustentabilidade financeira, valorização e retenção de recursos humanos, reconhecimento institucional, simplificação administrativa e transição digital. Destaca-se igualmente a necessidade de respostas mais integradas e ajustadas às desigualdades territoriais e às pressões demográficas.

No plano estratégico, emerge uma convergência clara em três prioridades centrais: melhoria do acesso ao financiamento (4,70/5), reforço do reconhecimento do setor (4,62/5) e capacitação dos recursos humanos (4,60/5). A inovação social, a promoção regional e local e a modernização digital surgem como dimensões complementares relevantes.

A consulta aponta também para a necessidade de reforçar os mecanismos de coordenação, defendendo modelos de governação mais estruturados, com maior articulação entre os níveis nacional, regional e local, o reforço do papel do CNES – Concelho Nacional para a Economia Social, o reforço da coordenação interministerial, maior utilização de dados para apoio à decisão e uma ligação mais estreita ao setor privado.

No domínio da comunicação, a sociedade em geral é identificada como o principal público-alvo, seguindo-se os decisores públicos, as empresas e os investidores, o público interno e os jovens. O objetivo passa por reforçar o conhecimento, a valorização e a confiança na Economia Social, contribuindo simultaneamente para a mobilização de investimento, a captação de talento e a influência nas políticas públicas.

Os participantes apontam como resultados esperados de uma Estratégia Nacional eficaz o reforço estrutural do setor, sustentado por um sistema robusto de monitorização e avaliação, traduzido em maior sustentabilidade financeira, valorização dos recursos humanos, modernização organizacional e digitalização, aumento do impacto social e territorial, reforço da cooperação e maior reconhecimento público da Economia Social.

A informação agora divulgada constitui uma base estruturante para a definição dos elementos fundamentais da Estratégia Nacional para a Economia Social, contribuindo igualmente para o relatório final do projeto a preparar pela OCDE, assegurando que as opções estratégicas recomendadas refletem as preocupações e expectativas dos diferentes atores e assentam numa leitura consolidada e participada da realidade do setor.

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